• 28/09/2020

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Retirada de equipamentos do Hospital Espanhol pela prefeitura do Rio foi arbitrária, diz presidente da unidade

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Prefeitura do Rio retirou material de leitos do CTI do Hospital Espanhol na quinta-feira (2) — Foto: ReproduçãoPrefeitura do Rio retirou material de leitos do CTI do Hospital Espanhol na quinta-feira (2) — Foto: Reprodução

Prefeitura do Rio retirou material de leitos do CTI do Hospital Espanhol na quinta-feira (2) — Foto: Reprodução

O presidente do Hospital Espanhol, Ricardo Borges Pires, afirmou nesta sexta-feira (3) que a ação de retirada de equipamentos da unidade, feita pela prefeitura do Rio, foi arbitrária. De acordo com Pires, ele foi avisado da operação da secretaria de Ordem Pública por telefone, pelo segurança da unidade hospitalar.

“Eu não fui nem comunicado previamente. Só fui avisado quando já estavam lá. Eles tomaram como base um decreto municipal para retirada dos equipamentos. O meu segurança que me avisou, por telefone, que eles tinham chegado lá. Ninguém comunicou nem a mim e nem a diretoria do hospital. O Hospital Espanhol foi literalmente tomado. Claro que a gente não resistiu, mas a gente não entendeu a questão técnica e a forma como tudo foi feito”, afirmou o sócio-administrador.

De acordo com o presidente da unidade, havia uma negociação para o espaço ser alugado pela administração municipal e usado para o combate da pandemia da Covid-19. A diretoria do hospital teria apresentado uma proposta e aguardava a resposta da secretaria municipal de Saúde.

“A gente estava em contato com a prefeitura para aluguel dos equipamentos e estrutura física. Havia uma negociação e a gente estava discutindo valores, foram feitas até visitas no local. A gente achou estranho a forma como foi feita [a retirada dos equipamentos]. Nós inclusive entendemos o momento que estamos passando, mas não concordamos com a forma arbitrária como foi feita”, afirmou o presidente.

“Eu estava negociando com o subsecretario Ivo Remuszka Junior, tenho mensagens trocadas com ele no WhatsApp. Teve um confisco dos bens para outro local. A gente estava trabalhando na proposta e de uma hora para outra os equipamentos foram usurpados de um espaço particular. Nós achamos muito estranho a forma como isso está sendo tratado”, completou Ricardo Pires.

O G1 procurou a Prefeitura do Rio para comentar novamente o caso, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta.

Prefeitura do Rio retira equipamentos de hospital particular desativado.

Prefeitura do Rio retira equipamentos de hospital particular desativado.

Ação levou equipamentos

A Prefeitura do Rio retirou na tarde desta quinta-feira (2) equipamentos do Hospital Espanhol, no Centro, para ajudar no combate à pandemia do novo coronavírus. A unidade de saúde estava desativada.

As primeiras máquinas e insumos seriam utilizados no Hospital Ronaldo Gazolla, que receberá os casos mais graves da Covid-19, e no Hospital de Campanha do Rio Centro. Outros equipamentos do Hospital Espanhol estão sendo avaliados.

Sobre a legalidade da ação, a prefeitura afirmou que o decreto publicado pela prefeitura no dia 13 de março, já estava prevista que, caso fosse necessário no combate ao novo coronavírus, poderia haver a “ requisição de bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, hipótese em que será garantido o pagamento posterior de indenização justa”.

Veja equipamentos retirados:

  • 90 camas
  • 9 respiradores. 6 em bom estado
  • 15 monitores multiparâmetros

SMS usurpou bens, segundo hospital

O Hospital Espanhol disse nesta sexta-feira (3) que a unidade foi arrendada pela empresa NySaúde em um contrato que tem a duração de 40 anos. Ainda de acordo com a administração, a SMS usurpou bens privados ao retirar os equipamentos do local.

“Ocorre que, diferente do pré-acordo, a Secretaria Municipal de Saúde usurpou bens e equipamentos do Hospital Espanhol, que sequer eram se sua propriedade, eis que todos os equipamentos fazem parte de contratos de comodato.

Dessa forma, as empresas Ny Saúde e Seb vem manifestar repúdio ao ato inesperado estampado pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, onde rasteiramente esvaziou propósitos filantrópicos, de caráter beneficente, de assistência social e de saúde, sobretudo, seus fins empresariais”, diz a nota.

    Fonte:https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/04/03/retirada-de-equipamentos-do-hospital-espanhol-pela-prefeitura-do-rio-foi-arbitraria-diz-presidente-da-unidade.ghtml

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